Crônicas de Massachusetts – Aventuras em New York I (Central Park)
Eram 6 a.m., 9h após o início desta aventura, que começou em Lowell – Massachusetts do dia 02/09/2011.
Saí de casa por volta das 9 pm, precisava chegar até a estação do trem até as 10:24pm horário do último trem para Boston, percurso que de carro não dura mais que 5 minutos, mas achei melhor ir de ônibus para não incomodar ninguém, após 50 minutos no ponto de ônibus, decidi voltar e pedir uma carona. Cheguei na estação por volta das 10 pm, sinistro… não tem ninguém trabalhando nessa hora mais, os tickets do trem, são vendidos até as 4 pm… agora só dentro do próprio trem.
Mas onde se pega o trem? Qual o sentido? Qual o horário?
A moça que trabalha na única lanchonete da estação, que também se preparava para fechar, disse atenciosamente que eu poderia comprar o ticket no trem, e que era para subir as escadas a esquerda… hum… até que estou entendendo bem inglês! Só falta agora falar melhor!
Quase no final das escadas, enfim um funcionário da estação, tudo bem que era da limpeza, mas, mais uma vez muito simpático, tirou o celular do bolso e mostrou que horas eram e que o trem passava as 10:24pm, confirmou que eu poderia pagar no trem, mas disse que custava U$26 a passagem…. eu pensei, nossa que c
aro… bom… estou indo para New York, deixa de muquiranisse… ahahhahha
Fui para o local de embarque, nossa parecia filme de suspense misturado com terror. Ninguém na plataforma, ninguém nos corredores, até que quando começo a descer as escadas ouço passos, ai ai ai. Continuei descendo as escadas e sentei no segundo banco. Logo começaram a chegar mais pessoas e tudo voltou a ficar mais claro!
O trem que vai para Boston é bem confortável, tem ar condicionado, que por sinal é muito gelado, quase congelei. Levei comigo um amigo, afinal como ir para New York desprotegida? O Smurf mais esperto e forte…
A passagem na verdade custa U$ 6,75 Lowell – Boston, cheguei por volta das 11:10pm na North Station, onde peguei o metro (linha laranja) para Downtown Crossing Station, onde fiz baldiação para a linha vermelha até a South Station, onde fica a Boston’s South Station, chegando lá a 12:05am.
Fui comprar a passagem para NY na Greyhound, também conhecida como Peter Pam. A passagem Boston-NY fica U$ 77,00 ida e volta (Round trip). Pela internet podem achar mais barato, mas tem que ter cartão de crédito dos EUA. Consegui apenas para o ônibus das 2am. Foram duas longas horas de espera, com muito sono.
O ônibus não é dos melhores (o da volta foi muito melhor), mas tem internet wirells e local para carregador de cell, not etc. É uma viagem de cerca de 4 horas, muito tranquila, pois as estradas são ótimas. (Recomendo).
Quando o ônibus parou na Port Authority Bus Terminal precisei me recompor, pois estava ainda chorando de emoção. Fui direto para o banheiro. Troquei de roupa, lavei o rosto, me maquiei, arrumei o cabelo e estava pronta para colocar os pés em NY.
Primeira parada: CENTRAL PARK
Quando sai do terminal, fui em direção a parte west do Central Park, de metrô linha azul (C), que faz de updown até dowtown de NY e liga Manhatam com o restante de NY, desci na w81 st, estava do lado do American Museun of Natural History, é um prédio lindo, já comecei a ficar de boca
aberta. Do outro lado da rua, uma mureta que ia de um lado e do outro da rua, que parecia não ter fim. Sim, estava diante do CENTRAL PARK, um dos lugares mais falados do mundo.
Podia ouvir o som do meu coração. O cheiro, o som, as cores, tudo ali é sem dúvida divino. Ainda nem era 7am, e já podia ver várias pessoas pelo parque, algumas caminhado, outras correndo, outras andando de bicicleta, outras numa competição.
Conheci só a parte oeste(west) do parque (cerca de 22 quarteirões, caramba eu andei tudo isso?rs), meu cronograma era extenso e não tinha como andar mais, ali é um lugar que podemos levar até dias para conhecer tudo. Mas pude contemplar o nascer do sol… sentada numa pedra em pleno “The Lake”, que lugar maravilhoso. Ali devo ter ficado quase uma hora. Não conseguia sair dali, é um lugar que falta palavras. Pude meditar e agradecer a Existência mais essa oportunidade!
No The Lake, você consegue ter um pouco da simbiose que é Manhattan com o Central Park. Por aquele prisma, aquela majestosa cidade é algo pequeno, mas concreto, saindo por trás de grandes árvores e arbustos sutuosos, seculares e imponentes.
Há uma mistura muito atipica entre as pessoas que transitam no parque. Jovens, idosos, obseso, magros, atletas, e donos de cachorros… incrível a quantidade de pessoas com seus bichinhos de estimação. O incrível é que estes cães são parte do parque, como se soubessem até mesmo interagir com o resto do parque, com as pessoas. Diria até que muito mais comportados que crianças que vejo por aqui. Cada raça mais exótica que a outra. Muito prazeroso ver essa relação Homem e Animal.
Há uma rua que passa em todo parque, onde as pessoas aproveitam para andar de bicicleta, pelo lado leste (east) há um pedaço que passa carro, na volta o ônibus passou por ali.
Sentei por um tempo e fiquei olhando o movimento do parque, que as 8am já era de muito movimento. Apesar de ser um sábado, eu senti que aquilo ali era o dia a dia daquelas pessoas e de muitas outras que já tinham passado ali, e que ainda iriam passar. É como o café da manhã deles.
Algumas pessoas estavam ali só curtindo, outras admiriando a natureza, outros, apenas caminhando com seu cachorro, outros com amigos, grupos correndo, pessoas com seus “i’s” correndo e ouvindo uma música.
Há várias placas indicando os caminhos, informando sobre o parque e contando a história dos monumentos que tem ao longo do parque.
Um d
eles, do Daniel Webster onde ele dizia: “Liberty and union, now and forever, one and inseparable”. (Liberdade e união, agora e para sempre, um e inseparáveis). Ele foi um importante senador representando Massachusetts em meados de 1800.
Na saída ou entrada sul (south) do parque, 8th ave com a 59 st, conhecida como portão de comerciantes, a principal porta
de entrada no Central Park, ergue-se a colossal estátua de mármore e fonte do monumento de Maine. Um monumento de Beaux Arts de 1913 poderoso para comemorar o polêmico afundamento do encouraçado Maine em 1898 e criado em 1901-concurso patrocinado por uma Comissão de guerra hispano-americana vice-presidido pelo magnata William Randolph Hearst, que tinha um condução interesse em promover a causa.
É um pilão maciço calcário de 44 pés, coroado no topo com uma escultura em bronze dourado do Columbia triunfante em uma carruagem de concha puxada por três tais, cavalos-marinhos que significa posição dominante dos Estados Unidos dos mares.
Isso é parte do que meus olhos viram. Sentimentos nem sempre podemos traduzir, mas estar ali naquele momento foi sem dúvida um dos melhores da minha vida.
Posso dizer que o Central Park tem uma energia divina, você respira algo mágico, maior, imponente e ao mesmo tempo acolhedor. Você entra ali e não quer sair, tanto que andei muito e não cansei, não fiquei ir
ritada, só sorria.
A parte mais engraçada foi quando no final, um senhor de uns 50 anos, negro, que provavelmente é morador de rua, estava na entrada/saída do parque, e cada pessoa que passava ele falava algo, ou simplismente gritava com a pessoa.
Quando ele me viu, parou me olhou e começou a falar comigo, perguntou como eu estava, de onde eu era, disse que eu tinha um rosto muito bonito, e que eu tinha o semblante de uma pessoa muito feliz.
Quer saber… eu sou mesmo! I’m happy!
O celular tá tocando, é o Claudio vindo me encontrar na Brodway! Let’s go!
Por: ॐMaha Victória
Fotos: ॐMaha Victória
