Esse tal de medo!

Estava aqui pensando… o que me faz “parar”.
Parar no sentido de travar, de dá o próximo passo… de arriscar, de seguir em frente… continuar.
Esta semana voltei a estudar.
Estar em outro país, outra cultura, mas principalmente outra língua, te deixa mais vulnerável.


Estou e em um país que considero minha segunda casa, talvez a principal… mas isso é assunto para outro post.
Enfim consegui unir tempo, dinheiro, determinação e vontade “mesmo” para estudar inglês. Digamos que é um sonho, desejo


 e necessidade tudo junto e misturado…
Estou estudando no College Cambridge em Lawerence, é um programa que tem incentivo do governo de Massachusetts, voltado para imigrantes que querem aprender e aperfeiçoar a língua do Tio Sam…
Para entrar neste curso, é necessário um teste escrito e outro oral, uma taxa de U$ 200 por semestre. O curso tem 3 níveis podendo ir para o 4 nível, que é conversação. O certificado sai da própria universidade.
Estou aqui para contar o meu primeiro dia de aula. Talvez porque tenha sido o mais empolgante dos últimos anos. Tá… o mais do último ano foi quando conheci New York. Eu falo empolgante no sentido de realização pessoal.
Eu parecia aquela colegiais q estavam indo para o primeiro dia de aula… já tinha ido na loja, comprar pastinha… borracha, lápis, caneta… ahahah
Cheguei quinze minutos antes, fiz a matrícula, fiz meu primeiro cheque…. ehhhhhhhhh, e fui para a sala de aula.
Acho que neste momento cai na real, começou um frio na boca do estômago.
O professor entrou na sala, e começou a falar durante três horas. Três horas somente em inglês, afinal estou em uma universidade americana.
Meu primeiro pensamento após alguns minutos foi: “Será que vou conseguir?”, nos minutos seguintes também, até que no final depois de uma redação que já tive que fazer logo de cara, respirei fundo e pensei comigo: “Tenho que tentar, vai dar tudo certo.”
Esse frio no estômago no final da aula deu lugar para uma euforia sem tamanho. Afinal estava estudando, onde eu queria, da forma que eu queria e indo contra a um monte de torcida contra. 
Voltei para casa saltitante, com o saldo de 60% do que o professor falou entendido… e com um pensamento que não me saia da cabeça: “Por que será que senti tanto frio na barriga? Será que era frio na barriga ou medo?”
Pois é, me peguei percebendo que dentro daquela enorme sala eu era pequenina, as pessoas interagiam com o professor e eu quieta… 
Esse tal de medo é o inimigo mais terrível que temos, vem mascarado de tantas coisas na vida da gente, que muitas vezes nem percebemos.
Naquele momento em que me vi perdidinha, sem saber muito o que o professor estava dizendo, eu poderia ter deixado esse tal de medo me dominar e não voltar. Quantas pessoas já fizeram isso? Aliás… Quantas vezes fiz isso em minha vida? E você. quantas vezes deixou esse tal de medo te dominar?
Cutucando ainda mais esse tal de medo, eu percebi que há partes de mim ainda insegura demais. Logo eu que sempre fui durona, dizendo que não tenho medo de nada, segura de mim, me descobrindo insegura.
No fundo, acredito que todos nós temos lados inseguros, uns mais outros menos. Vencer essa insegurança é a principal arma para vencermos o que nos trava: “Esse tal de medo.
 
Percebi então que a melhor forma de lidar com isso é seguindo.
Ingerindo cada letra, cada palavra, cada frase.
Um dia de cada vez!
“Never give up!”
Passei esta e outras existências desistindo… quantas coisas deixei para trás por não “tentar”, por não “esperar”, por não “ter paciência”. Talvez a pior expressão seja “por querer que seja no meu tempo e não que seja no tempo que tem que ser…”
No fundo não existe fórmulas mágicas para vencer “Esse tal de medo”, mas podemos diblar e até mesmo encará-lo de frente e ver no que vai dar.
Eu encarei, fui na aula seguinte e no meio da aula o professor para e diz: 
P + P = P
Pratic + Persistence = Progress 
and…
Never, never, never give up.
Persist, persist, persist…
Isso foi fundamental para eu entender que estou no lugar certo, na hora certa… 
Então decidi, vou encarar de frente, sei que não sei tantas coisas, tenho que me permitir aceitar isso, tenho que me permitir errar e aceitar que posso ser mais muito mais.
Talvez a ideia seja hoje aceitar, para que aos poucos possamos entender e identificar esses “medos”… e utilizar a melhor forma para eliminar ou conviver com esse “medo”. 
Mas o mais importante e não deixar que “Esse tal de Medo”, te congele, te impeça de seguir, de ser, de acontecer, mas principalmente de viver.
É, “Esse tal de Medo” difícil de entender, complicado para aceitar, estranho de sentir. 
Há de se ter força e sabedoria para lidar.
Há de se ter fé e coragem para lutar.
Há de se ter vontade para fazer tudo diferente, mesmo com “esse tal de medo”.

ॐ Maha Victória

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